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BRASILEIROS INVESTEM EM EMPRESA BRASILEIRA COM TITULOS NO EXTERIOR; ENTENDA POR QUE ISSO PODE SER RUIM

João Paulo - 22/11/2024 14:40

A XP divulgou um perfil de seus 250 mil clientes que já investem no exterior e mostrou um comportamento inusitado. Entre os 39% que investem em títulos de renda fixa, 74% tendem a aplicar em títulos de empresas brasileiras lá fora. Essa é uma prática ruim, pois não é uma diversificação de fato. A diversificação, neste caso, é apenas de moeda.

É preciso considerar que é necessário investir em empresas fora do país, que não estejam expostas ao risco Brasil, aponta Paulo Gitz, estrategista global do banco de investimento. “Se lá fora o título de uma empresa brasileira está pagando entre 6% e 7%, enquanto o de uma empresa de tecnologia está pagando 2% e 3%, é porque o risco da aplicação é diferente”.

Diego Correia, diretor da divisão internacional da XP, aponta que uma pesquisa do banco, feita com 2 milhões de clientes, mostrou que 85% deles já sabem que podem investir diretamente no exterior, e não apenas via recibo de ações internacionais (BDRs) disponíveis na B3 ou via os chamados fundos feeders, que são produtos de investimentos no Brasil que investem em cotas de um fundo lá fora.

Contudo, 76% desses clientes apenas abriram a conta, mas não começaram a aplicar o dinheiro. O principal motivo para ainda não investir, para metade deles, é a falta de conhecimento, seguido por falta de recursos e tempo. Além do investimento em títulos de renda fixa, 63% investem em ações, sendo que, desses clientes, 51% optam por aplicar dinheiro via fundos que seguem um índice de referência e são listados na bolsa, os ETFs. Neste ponto, os clientes estão certos em preferir os ETFs, que são considerados a maneira mais simples e efetiva de se expor a um índice ou país.

Como consequência, metade do volume investido em produtos listados em bolsas se concentram em menos de 50 aplicações, sendo as principais ETFs de renda fixa, ETFs de ações, ETFs de bitcoin e as Sete Ações Magníficas (Nvidia, Microsoft, Apple, Tesla, Alphabet, Meta e Amazon), que são papéis de alto crescimento e estão entre as dez empresas mais valiosas nas bolsas globais.

Em menor volume, aparecem os títulos do Tesouro americano (os “Treasuries”), nos quais 15% dos clientes investem, sendo que 33% deles preferem títulos com vencimento em quatro anos. Por fim, os fundos de investimento são preferência de 13%, sendo que os produtos preferidos são os oferecidos pela gestora americana Blackrock e do maior banco americano, o J.P. Morgan.

(Imagem: Adobe Stock/Montagem: Giovanna Figueredo)

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