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HADDAD DIZ QUE MELHOR REMÉDIO PARA O BRASIL É O FORTALECER A REGRA FISCAL

Victoria Isabel - 23/10/2024 17:25

Após o anúncio da nova BIP (Plataforma de Investimentos em Transformação Climática e Ecológica do Brasil), Fernando Haddad, ministro da Fazenda, comentou as projeções fiscais do FMI, que sinalizam um cenário mais negativo para o Brasil, expressando esperança de que isso não se concretize.

“Não posso falar em nome de uma instituição. O primeiro passo é a equipe econômica estar convencida disso para conseguir convencer os outros, como ocorreu com o arcabouço fiscal”, afirmou Haddad.

Ele está em Washington para a 4ª reunião de ministros das Finanças e presidentes de Bancos Centrais do G20.

“Quando lançamos o arcabouço, ele foi uma âncora por um longo período. Entretanto, o cenário interno piorou, enfrentamos problemas internos que se somaram a um contexto externo desafiador. Agora, precisamos repensar essa estratégia para fortalecer o arcabouço fiscal”, continuou o ministro.

Sobre como evitar que as previsões pessimistas do FMI se realizem, Haddad destacou que o Brasil possui o arcabouço fiscal, que considera uma das melhores soluções para fortalecer esses instrumentos.

“Do ponto de vista fiscal, acredito que o fortalecimento do arcabouço é o remédio mais adequado para o momento que estamos vivendo”, afirmou.

Ele acrescentou que, se houver dúvidas sobre o funcionamento do arcabouço, é essencial dissipá-las e reforçar o instrumento, pois isso ajudará a ancorar as expectativas. “Essa é uma convicção muito forte que tenho”, completou, conforme reportado pelo “Valor”.

Mudando de assunto, ao discutir os cortes de gastos necessários para ajustar as contas, Haddad afirmou que essas medidas devem se alinhar aos parâmetros do arcabouço. Ele reiterou que a Fazenda está comprometida em manter as despesas abaixo das receitas.

“Devemos garantir que a receita seja recuperada e que a despesa permaneça abaixo dela. Isso deve variar entre 50% e 70% da receita, para que possamos restabelecer o equilíbrio e, a partir daí, gerar um resultado primário, como já vivenciamos em períodos de crescimento da economia brasileira”, explicou o ministro.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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