Em entrevista ao portal Bahia Econômica, Carlos Danilo Peres Almeida, técnico do Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) afirmou que a tendência é que o PIB da indústria baiana cresça menos que a nacional um pouco. Segundo Carlos Danilo, a indústria na Bahia tem um segmento que está sofrendo muito com as importações e por isso ela deve apresentar números um pouco inferiores ao Brasil.
“Veja bem, a indústria baiana deve se comportar de maneira diferente da nacional. Nós temos aqui uma divisão clara entre uma indústria de consumo final, como calçados, alimentos, vestuário, têxteis e outros e essa indústria deve apresentar uma alta devido à recuperação do emprego e do poder de compra do consumidor. Porém outro lado importante da indústria, como os segmentos de petróleo, metalurgia, petroquímica e borracha e plásticos e outras concorrem com as importações e por isso estão perdendo parte do mercado para os produtos vindos do exterior. O balanço final, no entanto, será positivo, porém abaixo da indústria nacional, 1.9% contra 2,1% da indústria nacional. Essa é a expectativa”. ( Veja aqui detalhes)
Questionado sobre os fatores que fizeram o surto de importações para a indústria da Bahia, ele explica que o cenário internacional, com a desaceleração da economia chinesa, favoreceu ao aumento de alguns produtos, como os pneus e produtos petroquímicos, importantes para indústria baiana. “Nós passamos neste momento por um período delicado, no qual produtos brasileiros e baianos estão sofrendo muito internamente por conta do aumento predatório das importações, que promovem preços muito baixos, tirando a competitividade de indústrias importantes na Bahia como a petroquímica, a metalúrgica, de pneus, dentre outras”, explicou.
Veja números projetados de crescimento da indústria baiana:
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