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COM SERVIÇOS FORTE E QUEDA NO DESEMPREGO PIB DO BRASIL SURPREENDEU; EXPLICA FECOMÉRCIO-BA

João Paulo - 05/09/2024 15:00

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou que o crescimento de 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no segundo trimestre é resultado da continuidade do forte dinamismo do mercado de trabalho. Em entrevista ao portal Bahia Econômica, Guilherme Dietze, consultor econômico da Fecomércio BA, afirmou que os dados foram surpreendentes positivamente.

“O desempenho do comércio no segundo trimestre do PIB foi muito positivo, e foi até acima da expectativa do que a gente esperava no início do ano, mas agora fica mais claro o que aconteceu à causa e consequência. A causa está sendo o desemprego na sua menor taxa, o IBGE divulgou agora semana passada 6,9% de taxa de desocupação, é a menor desde 2012 para o período de maio, junho e julho, ao mesmo tempo uma inflação mais baixa permite o ganho real da renda, ou seja, as pessoas vão entrar no mercado de trabalho com uma renda mais forte e uma inflação pressionando menos. Isso traz uma disponibilidade, tanto que a massa de rendimentos que é a total da renda para os trabalhadores, ou seja, a renda média vezes o número de pessoas ocupadas está no maior nível da série histórica também, então esse dinheiro como a população tem. Esse dinheiro vai direcionado para o setor de comércio e serviços, não somente de supermercado, farmácia, como setores básicos, mas também setores duráveis, eletrodomésticos, eletrônicos, vestuário e assim por diante. Então a gente vê um forte crescimento com base sólida ali nessa melhora de emprego, renda e crédito das famílias”, explicou.

Sobre os meses seguintes do ano a expectativa da Fecomércio é de manutenção da força do setor. “Deve continuar dessa forma, porque a inflação continua baixa, evidentemente há alguns pontos de energia elétrica, transporte, mas a alimentação no domicílio, submercados, essas coisas, está tendo deflação, inclusive na região metropolitana de Salvador. Então essa capacidade maior de consumo das famílias vai continuar ao longo do segundo semestre, e aí é o que deve puxar o PIB, porque essa demanda é o que está puxando, porque não é investimento, o investimento está caindo em relação ao PIB”, explicou.

Imagem de Michal Jarmoluk por Pixabay

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