O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta quarta-feira (22), que o primeiro quadrimestre de 2024 foi “excepcional” para as contas públicas do país, mas ponderou que ainda não é possível ter a dimensão exata do desafio econômico que será gerado pela tragédia climática no Rio Grande do Sul, de acordo com informações do portal InfoMoney.
“O Rio Grande do Sul, para nós, é uma questão que temos que enfrentar, questão humanitária, econômica, social… Não vamos nos furtar a atender o Rio Grande do Sul”, disse Haddad, durante audiência na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados para discutir a política econômica do país.
O ministro questionou se é razoável sair de um déficit contratado de mais de R$ 200 bilhões para um equilíbrio fiscal no período de um ano. “É isso que pode acontecer”, comentou, em referência à meta primária de déficit zero.
Haddad também voltou a defender a harmonização entre a política e a questão fiscal. “Sempre defendi a tese de que as políticas fiscal e monetária têm de se harmonizar. São braços do mesmo organismo, não são organismos diferentes. Ou seja, elas têm que andar firmemente juntas”, afirmou.
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