Os empreendimentos que aplicam, a sigla ESG (Ambiental, Social e Governança, traduzido do inglês) tem tido mais sucesso nos negócios na Bahia, segundo reportagem do Jornal Correio. Esse é o caso da SOLOS, startup criada pelas baianas Saville Alves e Gabriela Tiemy, que já movimentou mais de R$15 milhões em ESG desde sua fundação em 2018.
A SOLOS nasceu com a proposta de promover soluções sustentáveis para diminuir os impactos ambientais e reduzir os resíduos urbanos. O ponto de partida do negócio foi pensar como seria possível fazer com que o descarte de embalagens após o consumo retornasse para a cadeia produtiva. Neste ano, a startup ficou conhecida depois de reciclar 400 toneladas de resíduos no Carnaval de Salvador.
Segundo Saville, a startup já nasceu com a intenção de transformar a sociedade através do descarte correto dos resíduos e através da inclusão das cooperativas e dos catadores. Para isso, foi preciso investir nas pessoas por meio da inclusão e educação. “Hoje, 100% das nossas lideranças são femininas, temos operações que são focadas no desenvolvimento de mulheres, no estímulo e na implementação de lideranças femininas dentro das cooperativas”, aponta em entrevista ao Jornal.
“Temos indicadores dentro da sala de diversidade, que tem a quantidade de mulheres, pessoas pretas, de pessoas oriundas da periferia e da comunidade LGBTQIAP+. São indicadores que acompanhamos tanto no que se refere ao ingresso quanto na permanência dessas pessoas […] para entender a relação de alguns desses indicadores com melhorias de renda e de qualidade”, detalha.
Foi assim que, em seis anos, com atuação em cinco estados além da Bahia, a empresa movimentou mais de R$15 milhões em investimentos, impactou cerca de dois milhões de pessoas, gerou mais de 1.400 toneladas de materiais reciclados e R$3,9 milhões de reais em renda para cooperativas e catadores autônomos.
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