Segundo números divulgados pela Prefeitura de Salvador, 33,3% dos visitantes que estiveram na capital baiana, em março e maio de 2024, com objetivo de aproveitar o afroturismo, vieram dos Estados Unidos. Em seguida, aparece o Uruguai (16,7%), e depois Austrália, Chile, Espanha, França, Portugal e Suíça.
Já quando o tema são os turistas negros internacionais que visitam a capital baiana, o ranking fica assim: EUA, Espanha, França, Canadá, Holanda e Portugal. Entre os negros 21,4% passam mais de 10 dias na cidade e 53,6% deles gasta acima de R$ 2 mil durante a estadia. A pesquisa usou dois questionários. Um deles específico sobre afroturismo, aplicado em 1.050 turistas, e outro geral com inclusão de questões sobre Afroturismo, com amostra de 4,8 mil visitantes.
No recorte nacional, a maioria dos turistas veio do Nordeste (62%) e do Sudeste (28,5%). Em todo o Brasil, os moradores de São Paulo são os que mais visitam Salvador. De maneira geral, a diferença entre homens(49,7%) e mulheres (51,3%) é pequena, a maioria tem entre 26 a 50 anos (61,4%) e a escolaridade mais frequente é ensino médio (41,2%) ou superior (39,3%).
Nesta segunda-feira (20), a prefeitura apresentou um guia com 11 roteiros voltados para o afroturismo, rotas que exploram os locais mais importantes na cidade para a cultura negra, e criou um Comitê do Afroturismo, entidade que terá como objetivo pensar políticas públicas para promover o conceito de Salvador Capital Afro.
Crédito: Marina Silva/ CORREIO