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BAHIA MANTÉM 9ª MAIOR TAXA DE ANALFABETISMO DO PAÍS, DIZ IBGE

João Paulo - 17/05/2024 13:00 - Atualizado 17/05/2024

Em 2022, segundo o Censo Demográfico, na Bahia, 1.420.947 pessoas de 15 anos ou mais de idade não sabiam ler nem escrever um bilhete simples, ou seja, eram não alfabetizadas. A taxa de analfabetismo era 12,6%, o que significa que 1 em cada 10 habitantes de 15 anos ou mais, no estado, não havia dado nem o primeiro passo para o acesso à educação, um direito básico de todas as pessoas. Os Censos revelam ainda que, apesar de ter visto sua população não alfabetizada diminuir 17,8% entre 2010 e 2022, com menos 308.350 pessoas nessa condição, a Bahia não teve, nesse período, nenhum avanço no ranking nacional do analfabetismo, mantendo-se nas mesmas posições de 12 anos atrás.

Assim como ocorre há pelo menos 31 anos, desde o Censo de 1991, a Bahia continuava, em 2022, com o maior número de pessoas de 15 anos ou mais de idade analfabetas do Brasil. Além disso, repetindo 2010, sustentou a 9ª maior taxa de analfabetismo entre os estados. A taxa de analfabetismo baiana em 2022 (12,6%) ainda não havia alcançado a taxa brasileira de 2010 (9,6%), ficando mais próxima do indicador nacional de 22 anos atrás, no Censo 2000 (que havia sido 13,6%).

No Brasil, em 2022, 11.403.801 pessoas de 15 anos ou mais de idade não sabiam ler nem escrever um bilhete simples, representando uma taxa de analfabetismo de 7,0%. Os nove estados do Nordeste tinham as nove maiores taxas do país, liderados por Alagoas (17,7%), Piauí (17,2%) e Paraíba (16,0%). A região Nordeste concentrava pouco mais da metade de todos os analfabetos do Brasil: 6.123.989, 53,7% do total. Por outro lado, Santa Catarina (2,7%), Distrito Federal (2,8%) e Rio Grande do Sul (3,1%) tinham as menores taxas de analfabetismo, em 2022.

Frente a 2010, todos os estados brasileiros viram suas taxas de analfabetismo recuar e quase todos tiveram diminuição do número de pessoas analfabetas, à exceção de Roraima, onde houve uma discreta variação positiva de 0,1%, com mais 44 pessoas que não sabiam ler nem escrever um bilhete simples no idioma que conheciam. A Bahia teve o maior recuo absoluto da população não alfabetizada (menos 308.350 pessoas) porque tem o maior número de habitantes nessa condição, mas a queda proporcional (-17,8%) foi só a 15ª entre as 27 unidades da Federação, num ranking liderado por Rio Grande do Sul (-27,3%), Minas Gerais (-22,1%) e Paraná (-21,3%).

Por sua vez, os estados onde a taxa de analfabetismo mais diminuiu foram Alagoas (menos 6,7 pontos percentuais), Paraíba (-6,0 pp) e Maranhão (-5,8 pp). A queda na Bahia (menos 4,0 pontos percentuais) foi a 11ª mais intensa. O quadro a seguir, ordenado da maior para a menor taxa de analfabetismo em 2022, mostra como esse indicador e a população não alfabetizada evoluíram frente a 2010, no Brasil como um todo e nos estados.

Imagem de svklimkin por Pixabay

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