A Federação Única dos Petroleiros (FUP) vai cobrar à Petrobras que investigue uma possível conduta antiética de funcionários de alto escalão da empresa, que vazaram informações de um processo que, por sua natureza, deveria manter em sigilo.
Segundo a entidade, a atitude viola o código de ética da companhia e demonstra a existência de setores informais de informação paralela na empresa, tal como era comum no governo anterior.
Deyvid Bacelar, coordenador-geral da FUP, estaria sendo investigado no comitê de ética da Petrobras. Bacelar desconhece esse tipo de processo. Se houver esse processo, deveria ser sigiloso.
O texto afirma que a informação foi fornecida por “três fontes de alto escalão” da companhia. “A Petrobras tem que apurar quem do alto escalão vazou informação de processo sigiloso e com qual objetivo”.
“Processos de cunho administrativo são sigilosos. Causa estranheza o vazamento para a imprensa antes mesmo da notificação da parte interessada”, diz Bacelar, deixando claro que, se for notificado, a defesa analisará se se trata de abuso de autoridade do denunciante ou de tentativa de intimidação contra a liberdade de manifestação e de expressão de um dirigente sindical. “Essa quebra de sigilo é típica de períodos autoritários e que foram praticados recentemente pela Abin paralela”, ressalta ele.
(Portal A Tarde)
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