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MAIS DA METADE DOS BARES E RESTAURANTES ESPERA TER FATURAMENTO MAIOR NO FIM DO ANO

Emilly Lima - 07/12/2023 18:32

Uma pesquisa apontou que a maioria do setor de alimentação fora do lar trabalhou sem lucro em outubro – foram ouvidos 3.190 empreendedores de todo o Brasil. O quadro é de estabilidade: segundo a pesquisa, 23% dos bares e restaurantes trabalharam com prejuízo no mês de outubro, índice quase estável em relação à pesquisa anterior – eram 24% em setembro. Outros 36% tiveram lucro e 41% ficaram em equilíbrio, números também estáveis.

Os dados são da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) e foram divulgados nesta quinta-feira (7).

Em relação ao faturamento, a pesquisa revela que para 41% dos entrevistados, o faturamento de outubro foi maior que o faturamento de outubro de 2022. Para 39% foi menor e 19% consideraram igual ao mesmo período do ano passado. Já na comparação com setembro de 2023, para 39% dos empresários, o faturamento de outubro foi maior. Para 32% foi menor e para 28% foi igual.

A pesquisa também abordou a questão do pagamento do 13º salário dos funcionários. A boa notícia é que a ampla maioria (81%) dos bares e restaurantes irá pagar o salário extra sem atraso, ou em duas parcelas (71%) ou em parcela única (10%). Apenas 14% terão alguma dificuldade para pagar o 13º no prazo.

“O quadro neste segundo semestre foi de problemas na demanda, com quase um quarto das empresas ainda com muita dificuldade, trabalhando em prejuízo. Nossa expectativa é que o final do ano, com festas e confraternizações, ajude a melhorar esta situação. Vale pontuar que, apesar das dívidas e das dificuldades, a ampla maioria irá pagar o décimo-terceiro em dia. É uma característica das empresas do setor: sempre priorizar o pagamento e o cuidado com os funcionários”, explica Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel.

O endividamento do setor ainda também é uma preocupação. Segundo a pesquisa, 39% dos estabelecimentos dizem ter dívidas em atraso. Dentre esses, 73% acumulam débitos relacionados a impostos federais, 48% impostos estaduais, 31% serviços públicos, 29% encargos trabalhistas e 25% devem taxas municipais.

Foto: Thomaz Silva/Agência Brasil 

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