Nesta quinta-feira (24), a tragédia de Mar Grande completa 6 anos. Marcada pelo naufrágio da lancha Cavalo Marinho I, na Baía de Todos-os-Santos, onde dezenove pessoas morreram e 59 ficaram feridas. O acidente aconteceu em agosto de 2017, e até hoje os processos na área cível e criminal seguem parados.
Em 2020, duas pessoas foram condenadas por negligência, pelo Tribunal Marítimo, por serem os responsáveis diretos pela tragédia, foram elas: Lívio Garcia Galvão Júnior, proprietário da CL Transportes Marítimos, dona da embarcação Cavalo Marinho I e Henrique José Caribé Ribeiro, engenheiro responsável técnico pela embarcação.
Lívio foi condenado à multa no valor de R$ 10.860, a ser corrigido pelo setor de execução do Tribunal Marítimo. Já Henrique José foi penalizado com a interdição do exercício da função de responsável técnico em todas as Capitanias dos Portos do Brasil pelo período de cinco anos.
Na época do julgamento, o Tribunal Marítimo informou que a aplicação das penalidades não será retroativa e que as penas só podem ser executadas após o encerramento definitivo, na esfera administrativa.
A Marinha cancelou o registro de armador da empresa CL Transportes, que segue em operação nos terminais Náutico, em Salvador, e de Vera Cruz, em Mar Grande. O comandante da embarcação, Osvaldo Coelho Barreto, foi indiciado por imprudência, mas não foi considerado culpado, durante o julgamento.
Foto: Afonso Santana