Uma pesquisa da Fundação João Pinheiro (FJP) indicou que Salvador e sua região metropolitana necessitam mais 110 mil unidades habitacionais para resolver a questão da moradia. A nova política do governo de destinar imóveis não utilizados para moradia popular está sendo bem recebida pela classe e analistas.
A última estimativa de déficit – levantado pela Fundação (FJP) considerando o período de 2016 a 2019 e reponderado este ano – aponta a necessidade de 110.615 unidades habitacionais para a capital e região metropolitana. Na Bahia, a demanda é de 420.425 moradias, com concentração de 76,4% dessa lacuna na área urbana. Retomado pela Lei 14.620/23, publicada no Diário Oficial da União no último dia 14, o MCMV prevê a construção de dois milhões de moradias em todo o país até 2026, mas os números por estado ainda não estão definidos. A Bahia ocupa o primeiro lugar em déficit no Nordeste e o quarto lugar no ranking nacional.
Nacionalmente, o levantamento da FJP aponta a necessidade de quase 5,8 milhões de unidades habitacionais para solucionar a falta de moradia. O estado com maior demanda é São Paulo, concentrando 20% do total do país, seguido de Minas Gerais e Rio de Janeiro. Ao menos em Salvador, a quantidade de moradias desocupadas supera a demanda por novas unidades habitacionais. Dados do Censo 2022, apontam que a capital baiana tem atualmente 198.924 domicílios vagos, mas não há informações sobre o percentual efetivamente disponível no mercado imobiliário.
Foto: Tomaz Silva – Agência Brasil