O ministro da Justiça, Flávio Dino, afirmou existem provas que apontam para o envolvimento de milicianos no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018. A declaração aconteceu na manhã desta segunda-feira (24), após a deflagração da Operação Élpis, em análise a documentos reunidos pela Polícia Federal ao longo dos cinco anos de investigação.
De acordo com as evidências, os principais suspeitos são o ex-policial militar Ronnie Lessa, o ex-PM Élcio de Queiroz e o ex-bombeiro Maxwell Corrêa, preso durante a operação.
“Sem dúvida há a participação de outras pessoas, os fatos revelados e as provas colhidas indicam isso […] uma forte vinculação desses homicídios, especialmente da vereadora Marielle, com a atuação das milícias e o crime organizado no Rio de Janeiro. Isso é indiscutível”, declarou Dino.
FOTO: Joédson Alves/Agência Brasil