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LULA ASSUME HOJE A PRESIDÊNCIA DO MERCOSUL COM FOCO EM AJUSTAR ACORDOS INTERNACIONAIS. ENTENDA   

João Paulo - 04/07/2023 06:57 - Atualizado 04/07/2023

Com foco em ajustes de acordos internacionais e a presença da Venezuela, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assumirá na manhã desta terça-feira (4) a presidência rotativa do Mercosul. A liderança vai ser transferida durante a 62ª reunião dos chefes de Estado do bloco, em Puerto Iguazú, na Argentina. A reunião desta terça encerra o mandato do governo argentino, que decidiu realizar a cúpula na região da tríplice fronteira com Brasil (Foz do Iguaçu) e Paraguai (Cidade do Leste). Veja os principais desafios de Lula no comando do grupo:

União Europeia – Uma das prioridades de Lula no semestre em que coordenará o Mercosul é a conclusão do acordo comercial com a União Europeia. Negociado desde 1999, o acordo teve a parte comercial finalizada em 2019 e está em fase de revisão pelos países dos dois blocos. Neste ano, a União Europeia apresentou um documento adicional ao Mercosul, que prevê sanções em questões ambientais. O teor do documento foi chamado por Lula de “ameaça”. O governo brasileiro tem preparado uma contraproposta aos termos exigidos pelos europeus. Durante a campanha eleitoral de 2022, o então candidato e agora presidente Lula se comprometeu a finalizar as tratativas entre os blocos. Em junho, durante visita a Brasília, a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, defendeu conclusão do acordo este ano.

China – Lula terá de lidar à frente do Mercosul com o desejo do presidente do Uruguai, Luis Alberto Lacalle Pou, de fechar um acordo bilateral com a China. O governo argentino se manifestou em mais uma oportunidade contra o acordo entre os dois países, a fim de assegurar que os países do bloco só firmem acordos em grupo. A expectativa é de que Lula mantenha a posição argentina, e incentive a necessidade de ampliar a integração dentro do Mercosul.

Venezuela – Com a participação suspensa desde 2017, a Venezuela também deve ser alvo da liderança do Brasil no bloco. O Brasil deseja que o país volte a integrar o grupo, mas o tema não deve ser tratado na reunião desta terça-feira. Lula reestabeleceu as relações do Brasil com a Venezuela, recebeu Nicolás Maduro em Brasília e foi criticado por dizer que o presidente do país vizinho é alvo de “narrativas”.

Foto: Ricardo Stuckert – PR

 

 

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