De 2020 para 2021, o tamanho do setor industrial cresceu na Bahia pelo segundo ano consecutivo, com aumento no número de unidades locais. Além disso, o total de pessoas ocupadas voltou a crescer após duas quedas consecutivas. Também houve, no período, alta nominal (sem considerar o fator preços) no valor gerado pela indústria no estado (uma aproximação da contribuição para o PIB). Isso levou a um avanço também na produtividade industrial (valor gerado por pessoa ocupada), que atingiu seu recorde em 15 anos, desde o início da nova série histórica da Pesquisa Industrial Anual do IBGE (PIA-Empresa), em 2007.
Em 2021, estavam ativas em toda a Bahia 5.901 unidades locais de empresas industriais com 5 ou mais pessoas ocupadas, um número 6,2% maior do que em 2020 (5.557), o que representou um saldo de mais 344 unidades industriais em funcionamento, em um ano. Esse saldo positivo da Bahia foi o 9º maior crescimento absoluto no número de unidades locais entre 2020 e 2021, com os melhores resultados tendo sido registrados em São Paulo (+2.204), Santa Catarina (+1.133) e Paraná (+996). Ainda assim, o número de unidades locais na Bahia em 2021 era 1,2% menor que o de 2014, quando o estado teve o seu recorde de 5.973 unidades industriais em atividade.
Com esse crescimento entre 2020 e 2021, a Bahia seguiu sendo o oitavo estado em número de unidades locais de empresas industriais do país, mantendo a liderança do Nordeste no indicador. Em 2021, a Bahia respondia por 3,1% das 191.035 unidades locais de empresas industriais com 5 ou mais pessoas ocupadas em atividade em todo o Brasil. São Paulo (28,8%), Minas Gerais (12,3%) e Santa Catarina (10,6%) tinham as maiores participações. No país como um todo, também houve aumento no número de unidades locais industriais entre 2020 e 2021, de 181.726 para 191.035 (+5,1% ou mais 9.309 em números absolutos), com crescimento em 24 das 27 unidades da Federação. As únicas a apresentarem redução no período foram Rio Grande do Norte (-47), Roraima (-25) e Amapá (-8).
As unidades fabris em atividade na Bahia, em 2021, empregavam 233.873 pessoas, um contingente 8,4% maior (mais 18.070 trabalhadores) do que o existente em 2020 (215.803 pessoas ocupadas). Foi o primeiro crescimento no emprego industrial no estado após duas quedas seguidas. Mesmo com o resultado positivo em 2021, o emprego industrial na Bahia ainda está distante da realidade de 2011, quando o estado havia registrado o maior contingente de pessoas ocupadas no setor (246.721 pessoas), ficando num patamar 5,2% menor, com menos 12.848 trabalhadores em dez anos.
No país como um todo, o número de pessoas empregadas nas unidades locais industriais cresceu 5,2% entre 2020 e 2021, de 7,201 milhões para 7,576 milhões de pessoas (mais 374.945). Houve alta em 25 dos 27 estados. Com o aumento do número de empresas, de 2020 para 2021 o valor da transformação industrial (VTI), ou seja, o valor líquido gerado pelas unidades locais industriais, descontados os custos de produção (uma aproximação do valor agregado pela indústria ao PIB), teve o seu segundo crescimento nominal (sem considerar a variação de preços no período) consecutivo na Bahia. A indústria baiana gerou um VTI de R$ 75,679 bilhões em 2021, 33,1% maior do que no ano anterior (mais R$ 18,834 milhões).
Nesse período, a Bahia manteve o oitavo maior valor de transformação industrial do país. A indústria baiana respondia, em 2021, por 3,5% do valor gerado pelo setor nacionalmente, que foi de R$ 2,133 trilhão, 40,9% superior ao de 2020. Em 2021, São Paulo respondia por quase um terço do total gerado pelas unidades locais industriais em atividade no Brasil (31,2%). Em seguida vinham Minas Gerais (12,8%) e Rio de Janeiro (11,5%).
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