A pesquisa sobre a situação do emprego na Bahia, divulgada pelo IBGE (Veja aqui) trouxe um dado que chama atenção. Segundo números 96 mil novas pessoas no estado estão trabalhando sem carteira assinada.
A pesquisa inclui os informais e os MEIs. O aumento de trabalhadores por conta própria se deu somente entre aqueles que não possuem CNPJ, que chegaram a 1,529 milhão, crescendo 6,6% frente ao trimestre anterior e agora representando 88,3% de todos os autônomos do estado.
Os trabalhadores por conta própria com CNPJ tiveram uma redução de 28,9% no período, chegando a 202 mil (82 mil a menos que no 4º trimestre de 2022). Frente ao 1º trimestre de 2022, a redução foi de 31,5% (93 mil a menos). As variações nas formas de inserção no mercado de trabalho baiano resultaram num quadro de estabilidade da informalidade, no 1º trimestre de 2023.
Entre janeiro e março, 3,167 milhões de pessoas trabalhavam como informais no estado, o que representava 53,7% de toda a população ocupada. No trimestre anterior, esse número era bem pouco menor (3,156 milhões de informais), com uma taxa de informalidade de 52,2%. Frente ao 1º trimestre de 2022, o número absoluto de informais mostrou um recuo bastante discreto na Bahia (-1,2% ou menos 39 mil trabalhadores nessa situação em um ano). A taxa de informalidade, naquele momento, também era maior: 54,7%.
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