Ex-atleta de futebol profissional, o vereador Téo Senna (PSDB) apresentou uma moção de repúdio na Câmara Municipal de Salvador, criticando a nova medida tomada pelo Conselho de Ética do Comitê Olímpico do Brasil (CECOB), que aumentou o tempo de suspensão do jogador de vôlei Wallace Souza, de 90 dias para cinco anos.
A punição veio depois que o atleta fez uma postagem sugerindo um tiro na cara do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Ele errou feio, foi infeliz no post, mas demonstrou arrependimento, pediu desculpas e apagou a publicação, sendo que a própria rede social o repreendeu. Errar é da condição humana. Penso que o esporte está acima de questões políticas e que instituições não podem utilizar-se de seus poderes para aplicar penas pesadas a atletas que cometem desatinos em redes sociais, no calor das discussões políticas, em um país ainda polarizado. Aplicar uma pena de cinco anos é aposentar um atleta que tanto contribuiu para o esporte brasileiro, de modo que considero descabida e desproporcional a condenação”, comentou Senna”.
De acordo com nota divulgada pelo Sada Cruzeiro, a suspensão de Wallace foi uma decisão exclusiva do CECOB, que, segundo o clube, não pode expandir a punição para competições como a Superliga por um motivo alheio à profissão do atleta, que não tem contra si qualquer indiciamento, investigação ou condenação. “Portanto, na interpretação jurídica, tudo indica ser uma medida irregular, ilegal e equivocada, já que o atleta não tem qualquer antecedente.
Para Téo Senna, a cultura do cancelamento digital e brigas políticas não podem destruir a carreira de um atleta que muito se doou ao vôlei brasileiro e tantas emoções e conquistas trouxe para o Brasil. “As regras e valores do esporte são exatamente o contrário. Pune o atleta que errou, proporcionalmente aos fatos, mas tem a grande capacidade de unir as pessoas. Por isso, penso que não podemos crucificar um atleta que tem uma brilhante e ilibada carreira por extremismos políticos”, defendeu Senna.
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