

A ADNOC, de Abu Dhabi, se juntou à Apollo como potenciais compradoras da Braskem, com uma proposta de compra de 100%.
As duas empresas estrangeiras se comprometeram a formalizar uma oferta por 100% dos papéis da petroquímica brasileira, pagando R$ 47 por ação, o que representa quase 145% em relação ao preço de fechamento das ações da Braskem na última quinta (4), que foi de R$ 19,22. O interesse, inclusive, fez os papéis BRKM5 dispararem a 28,7% no início da tarde desta sexta (5), chegando ao valor de R$ 24,74.
A Empresa Nacional de Petróleo de Abu Dhabi (ADNOC) e a Apollo Global Management realizaram uma apresentação de planos na manhã desta sexta (05) aos bancos credores da Novonor, que são os responsáveis e controladores da petroquímica ao possuírem 50,1% do capital da Braskem. Nesses planos, os bancos recuperariam 100% do crédito concedido à antiga Odebrecht, que, por sua vez, se livraria das dívidas que se aproximam dos R$ 15 bilhões.
Ao que tudo indica, como há o interesse de adquirirem 100% dos papéis da petroquímica brasileira, essa oferta também deverá ser estendida e apresentada à Petrobras, segunda maior acionista da Braskem, além dos demais investidores da Braskem. Essa proposta, inclusive, deve prever um parte do pagamento do valor em dinheiro, além renovação de créditos da Braskem.
Segundo apuração do Bahia Econômica, a real intenção da ADNOC e da gestora americana Apollo é de utilizar a petroquímica brasileira, como uma plataforma para os negócios de petroquímica nas Américas. O detalhe nesse interesse repentino do governo de Abu Dhabi, na petroquímica brasileira, é que tudo aconteceu após apenas três semanas da visita do Presidente Lula (PT), aos Emirados Árabes Unidos, onde foi assinado um acordo de cooperação entre as duas nações.
Apesar das aparentes investidas da Empresa Nacional de Petróleo de Abu Dhabi e da Apollo Global Management, o grupo gestor da Braskem, ainda na tarde desta sexta (5), emitiu um comunicado em que afirma não ter recebido nenhuma oferta oficial pelo controle das operações da petroquímica brasileira. Confira:
“A Novonor informa que, desde nossas últimas manifestações e até o presente momento, não recebeu qualquer proposta de potenciais interessados que implique em evolução material ou vinculante nas discussões que vem mantendo junto aos cinco Bancos detentores da alienação Fiduciária de sua participação indireta na Braskem S.A.”, diz a nota.
Foto: Edilson Dantas/Agência O Globo