Em resposta, o presidente do Banco Central (BC) esfriou a expectativa entre aqueles que consideram o IPCA de março um indicativo de queda na taxa selic
O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), afirmou nesta quarta (12) que, além do IPCA (inflação) em desaceleração, a entrada de dólares a partir de investimentos atraídos pelas concessões e “de uma nova imagem do Brasil” farão os juros básicos cair.
Porém, em resposta, o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, esfriou a expectativa entre aqueles que consideram o IPCA de março um indicativo de queda na taxa selic.
Segundo Campos Neto, “a inflação caiu, mas as pressões permanecem. O componente de demanda da inflação no Brasil é relativamente forte”, explica. E completou dizendo que as “expectativas de inflação de longo prazo estavam ancoradas em 2022, mas desde novembro iniciaram um processo de deterioração”.
Na perspectiva do presidente do BC, a reversão da expectativa de alta de juros ocorreu em fevereiro, com expectativa de corte da taxa básica em seis meses. Analistas do mercado esperam uma queda na Selic de 13,75% para 12,75% até o final do ano.
Já para Rui, ex-governador da Bahia, não há razão para a manutenção da taxa básica nos atuais níveis.
A divulgação do IPCA de março causou impacto no mercado financeiro. Nessa terça (11), o dólar chegou a operar com cotação abaixo de R$ 5, enquanto a bolsa brasileira subiu mais de 4%. Nesta quarta, o dólar foi vendido a R$ 4,9171 na mínima do dia.
Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil