O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prepara uma megacomitiva para acompanhá-lo na visita de Estado à China, no fim deste mês.
O governador Jerônimo Rodrigues acompanha Lula na viagem e os empresários baianos começam a disputar lugar na comitiva da viagem que ocorrerá entre 26 a 30 de março.
A comitiva terá cerca de 200 empresários, de 140 setores da economia, toda a cúpula do Congresso Nacional, governadores e ao menos cinco ministros de Estado. A viagem de Lula à China, deflagrou uma corrida por espaço na comitiva oficial e envolve políticos e empresários baianos que querem lugar na comitiva do presidente ou do governador.
A China é o maior parceiro comercial da Bahia e responde por cerca de 25% das vendas externas do Estado. Os chineses, através da BYD, estão negociando investimentos na indústria automobilística baiana e estão em negociações para instalar antiga fábrica da Ford em Camaçari. A BYD também é responsável pela construção do VLT de Salvador, que segundo informações representaria um investimento da ordem de R$ 5,0 bilhões. A ponte Salvador-Itaparica é outro projeto que será discutido na viagem à China e vários empresários têm demonstrado interesse nessas negociações. O agronegócio e a mineração baiana, a indústria, infraestrutura e tecnologia também estão de olho na viagem do presidente.
Na comitiva estarão empresas vinculadas a obras de infraestrutura, bancos, agronegócio, proteína animal, setor de alimentos, roupas e calçados, além de inovação digital.
São eles que recebem os pedidos e filtram a lista. O vice Geraldo Alckmin montava uma lista mais enxuta com cerca de 20 grandes nomes do empresariado brasileiro. Mas houve muitos pedidos de empresários com interesse na China.
Segundo o Estado de São Paulo, a Apex abriu um formulário on-line para manifestação de interesses em participar de um encontro de Lula com empresários chineses e brasileiros, em Pequim. A ideia é que levantem demandas e entraves ao avanço do comércio e de investimentos e possam dialogar entre si e diretamente com Lula. Parcerias podem ser concluídas e anunciadas, embora o evento não tenha um formato de rodada de negócios.
Além dos órgãos governamentais, a preparação passa por interlocutores de entidades privadas, como o Lide China, o Conselho Empresarial Brasil-China e o Ibrachina.