7 pessoas físicas e 2 empresas baianas foram expostas por levantamento do MTE, órgão federal oficial de combate à exploração do trabalho.
De acordo com um levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a Bahia lidera o ranking de empregadores oficialmente condenados administrativamente por uso de mão de obra em condições análogas à de escravidão no Nordeste.
O MTE criou a “Lista Suja do Trabalho Escravo” como uma ferramenta com a finalidade de documentar aqueles empregadores que incidiram na categoria de “trabalho escravo contemporâneo” entre 2011 e 2022, de acordo com o levantamento divulgado publicamente em 9 de março.
Com relação ao Brasil, a Bahia é colocada como o sexto estado com maior número de empregadores registrados, ficando para atrás dos estados de: Minas Gerais (55), Pará (14), Goiás (14), Mato Grosso do Sul (13) e São Paulo (11).
Durante o período entre 2021 e 2022, o estado registrou um aumento considerável de 17,14% no número de trabalhadores encontrados em situação de “trabalho escravo contemporâneo”. Em 2021 foram 70 resgatados em condições precárias de trabalho, já em 2022 esse número subiu para 82 pessoas.
Foto: Sérgio Carvalho/MTE