De acordo com a ISMA (International Stress Management Association) a síndrome burnout, ou do esgotamento profissional, vem se espalhando rapidamente no mundo.
O problema de saúde causado pelo estresse crônico no ambiente profissional foi reconhecido pela Organização Mundial de Saúde recentemente. O Brasil país com maior incidência de burnout na população economicamente ativa, atrás apenas do Japão.
Além de todos os transtornos que o problema provoca para os indivíduos, a burnout tem um enorme impacto para as empresas. A produtividade das pessoas pode ser reduzida em até 50%, nos casos mais severos da síndrome. Uma pesquisa feita pela 121 Labs em setembro do ano passado com 2,1 mil pessoas no Brasil mostra que 17% tiveram quadros severos, 36% mediados e 32% estavam em estado inicial.
Os estudos sobre o Burnout começam na década de 70, com psicólogo norte-americano Herbert Freudenberger e depois com Christina Maslach. Para Aylmer, a pandemia não foi a causa da explosão de quadros psiquiátricos nas organizações, mas mostrou que a forma de trabalhar e viver já estava acima do aceitável. Ele cita estudos da OMS em 2019 – antes da pandemia – que o Brasil é o país mais ansioso do mundo, tendo 9,3% de sua população com sintomas importantes de ansiedade. “A pandemia foi a última gota que transbordou o copo”, diz.
Fonte: Correio
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