

Segundo o mais recente Índice FipeZAP+, Salvador encerrou o primeiro mês de 2023 com alta acumulada de 15,51% nos valores dos últimos 12 meses, que acompanha preços de imóveis residenciais anunciados na internet.
A taxa fica próxima da média nacional (16,76%) e supera a inflação calculada pelo IBGE (5,77%) para o mesmo período.
Os bairros com maior alta acumulada são Barra (31,3%), Imbuí (27,9%) e Ondina (26,3%). Mas é Pernambués (11,0%) que lidera o ranking de metro quadrado mais caro da capital, tendo preço médio de R$ 41,4/m². A média na cidade é de R$ 29,66/m². Diretor de patrimônio no Conselho Regional de Corretores de Imóveis da Bahia (Creci-Ba), José Alberto Vasconcellos explica que o aumento se deve à pandemia.
Ele diz que houve estagnação ou até redução nos preços de aluguel por conta da baixa demanda gerada pela crise econômica e sanitária e só agora houve reajuste dos valores. A estimativa do diretor no Creci é que os preços cresçam mais nos próximos meses. “Janeiro é o mês que tem maior procura de aluguel em Salvador. A procura aumenta mais de 30%.e os valores passam a aumentar em torno de 20% do que era antes”, projeta.
Apesar do crescimento em 2022, Salvador ocupa o oitavo lugar entre as 11 capitais da pesquisa e está atrás de cidades como Goiânia (32,37%), Florianópolis (30,97%) e Curitiba (23,75%). Em 2021, o acumulado anual de reajuste teve média de 4,73% nos aluguéis (ante 16,56% no último ano) e Caminho das Árvores (R$31,5/m²), Barra (R$29,5/m²) e Graça (R$ 28,2/m²) encabeçavam a lista de regiões mais caras.
Fonte: Jornal Correio
Foto: Tomaz Silva – Agência Brasil



