Funcionando desde 2020, o PIX caiu no gosto dos brasileiros e também no Imposto de Renda que está de olho em todas as movimentações
Por Tácio Caldas
O novo sistema de transação bancária foi implementado pelo Banco Central há dois anos e caiu facilmente no gosto do povo brasileiro. Os pagamentos, depositos e transferências via PIX superaram rapidamente as operações financeiras realizadas pelos métodos tradicionais como o DOC e o TED, por exemplo.
Isto aconteceu, basicamente, por ter um custo menor e operações quase instantâneas, sendo adotado não só pelas pessoas físicas, mas também pelas pessoas jurídicas em seus negócios. E, portanto, o novo recurso que gera tamanha receita, não passaria desapercebido pelo fisco.
Se engana quem pensa que essas transações não são observadas pela Receita Federal. O Leão é informado de cada movimentação bancária realizada pelo contribuinte no sistema do PIX dentro do ano-calendário.
Logo, por serem mapeadas, essas transações podem trazer impactos na declaração do imposto de renda de pessoas físicas. Para as pessoas jurídicas, em específico, há a necessidade de promover uma atenção especial na tributação das empresas.
No primeiro caso, o valor total das movimentações via PIX registrado no ano-calendário deve ser menor que o total de rendimentos declarados. Já para as pessoas jurídicas, onde se utiliza do sistema como um meio eletrônico de pagamento. é importante que o total de notas fiscais emitidas seja maior do que o total de movimentação pelo PIX, tal qual o cartão de crédito, débito, dinheiro ou ticket refeição.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil