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RUI E WAGNER PRECISAM ACERTAR OS PONTEIROS, PARA O BEM DE JERÔNIMO

Redação - 06/02/2023 11:50 - Atualizado 06/02/2023

Veja a análise política da semana.

Todo início de governo tem um certo “frisson” por conta da escolha e nomeação de cargos. E na Bahia não seria diferente, levando-se em conta que os dois maiores líderes do PT na política baiana ocupam cargos estratégicos no governo Lula. Rui Costa, como Chefe da Casa Civil e Jaques Wagner, como líder do governo no Senado, estão fazendo jus aquela máxima que diz que embora atuando no mesmo espaço político cada um quer delimitar seu espaço.

E, nesse jogo de definição de espaços, as discordâncias entre Rui e Wagner apareceram e  foram várias, e não vale a pena discorrer sobre movimentos normais no tabuleiro das nomeações. No entanto, duas questões se sobressaíram. A primeira delas foi a insatisfação de Wagner com a colocação do nome de Aline Peixoto, esposa de Rui Costa, para tornar-se conselheira do Tribunal de Contas dos Municípios. Fonte atuante em Brasília garante que o próprio Lula manifestou estranheza ao senador baiano, após o editorial da Folha de São Paulo condenando a indicação das ex-primeira-damas de alguns estados do Nordeste para o cargo.

Mas foi a indicação do Presidente da Embasa que deixou claro a disputa entre os dois líderes petistas. Enquanto o senador Jaques Wagner, apoiado pelo MDB, indicava o nome do ex-secretário de Infraestrutura Hídrica e Saneamento, Leonardo Góes, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, queria Rita de Cássia Sarmento como presidente da Embasa. A disputa entre os dois caciques chegou ao ponto de Leonardo Góes, um técnico qualificado, ter sido convidado para ser secretário nacional de Segurança Hídrica do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional e agradecer o convite no twitter.

“Agradecimento pela oportunidade de contribuir junto ao governo Lula, numa pasta que tem extrema importância para redução das desigualdades regionais, no combate à fome, e na redução da pobreza. Um honra nossa estar a frente da Secretaria Nacional de Segurança Hídrica do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional”, disse Leonardo Góes, em uma publicação no Instagram”

Logo depois o convite foi desfeito e o governador Jerônimo Rodrigues anunciou que Leonardo Góes seria o Presidente da Embasa.

Esse episódio pontual não tem qualquer importância até porque ambos os profissionais indicados para a Embasa possuem qualificações técnicas, mas é importante que aquelas que são hoje as maiores lideranças da Bahia, acertem os ponteiros e se unam em prol de projetos importantes para a Bahia e ajudem o governador Jerônimo Rodrigues a gerar desenvolvimento para nosso Estado. ( EP – 06/02/2023

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