Segundo números divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o crescimento do setor de serviços na Bahia, entre 2019 e 2020, foi puxado, em termos absolutos, pelas empresas de serviços profissionais, administrativos e complementares. Em um ano, elas passaram de 16.238 para 19.183 (mais 2.945 empresas ou +18,1%), e a atividade se tornou líder em número de empresas, no estado. Em 2019, estava na segunda posição, atrás dos serviços prestados às famílias.
Em seguida vieram as empresas do segmento de atividades imobiliárias, que tiveram o maior crescimento percentual no período (64,6%), passando de 1.582 para 2.604 (mais 1.022 empresas). No outro extremo, a atividade de serviço que mais diminuiu seu número de empresas, em termos absolutos, foi o grupo dos serviços prestados às famílias, que perdeu 3.924 unidades entre 2019 e 2020, caindo de 17.366 para 13.442 (-22,6%), deixando de ser o segmento com mais empresas na Bahia.
Dentro deste grupo, os serviços de alojamento e alimentação foram os que tiveram a maior perda de empresas na Bahia. No primeiro ano da pandemia, o número de unidades caiu de 11.862 para 8.125 (-3.737 ou -31,5%). Os serviços prestados às famílias também puxaram a redução de pessoal ocupado na Bahia, entre 2019 e 2020. O setor perdeu 31.047 trabalhadores no ano, caindo de 128.997 para 97.950 (-24,1%). Neste grupo, os serviços de alojamento e alimentação também foram o destaque negativo, com menos 26.949 empregados em um ano, passando de 100.227 para 73.278 pessoas ocupadas, entre 2019 e 2020 (-26,9%).
Por outro lado, a atividade que conseguiu ter o maior crescimento absoluto no número de trabalhadores, no estado, foi a de serviços profissionais, administrativos e complementares, que passou de 223.045 para 230.852 empregados, entre 2019 e 2020 (+7.807 ou +3,5%). Este é a atividade que mais emprega dentro do setor de serviços na Bahia, sendo responsável por 46,0% do pessoal ocupado.
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