Áudios com expressões homofóbicas, que circularam em grupos do aplicativo WhatsApp teriam sido gravados por colaboradores que atuam na Secretaria de Educação, Cultura e Esportes, bem como na Administração Municipal.
Segundo informações do Portal ‘Info Serrinha’, em um dos áudios uma servidora afirma que em “toda sala tem que ter um v****, e quando não é v**** assumido, é só Jesus na causa”.
Em outro áudio, a mesma servidora, de acordo com a denúncia, afirma que é preciso ter um homem no setor para “animar”, já que em todo lugar que você olha só tem “v****”.
Como se não bastasse, o desrespeito e crime contra os colegas, em uma das gravações ainda citou o nome da prefeita, Maria Betivania Lima da Silva, conhecida como Keinha (PDT).
“Quando você tiver com Keinha (prefeita), fale: Keinha, as meninas da secretaria estão pedindo para você mandar homem para trabalhar lá. Chega de tanto v****´”.
O servidor que recebeu os pedidos teria afirmado que “tem uma pessoa boa para trabalhar, pois carrega, descarrega, faz tudo, mas é v****. Estava para falar com Keinha, e dizer a ela ‘como lá já tá cheio, um v**** a mais um a menos não vai fazer muita diferença”.
Após revolta em parte da população, a Prefeitura Municipal de Araci emitiu comunicado repudiando as manifestações homofóbicas.
“A Administração Municipal e a Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esporte de Araci vêm a público declarar que não tolera e que repudia qualquer fala, ação ou exposição que signifique atitude de homofobia, bem como preconceitos de qualquer natureza. Diante dos últimos fatos que estão sendo veiculados nas mídias sociais, informamos que todas as medidas administrativas estão sendo tomadas. Seguimos honrando o nosso compromisso em promover uma gestão para todos, onde o respeito e a isonomia sempre prevaleçam”, diz a nota.
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