A Rede Mater Dei e outros oito hospitais – AC Camargo, Sírio-Libanês, Albert Einstein, BP- Beneficência Portuguesa, HCor, Oswaldo Cruz – ,e as administradoras de benefícios Supermed e Benevix, entraram com pedido de impugnação da fusão de Rede D’or e da operadora SulAmérica. A fusão provocou uma pressão nunca antes vista no setor de saúde no órgão de defesa da concorrência brasileiro, o Cade, que precisa aprovar o acordo.
Segundo informações do jornal O Globo, a preocupação não é com a concentração de mercado, mas com o acesso a informações estratégicas e condições comerciais privilegiadas que a empresas vão ter.
Além disso, a Rede D’Or é acionista com a maior participação acionária, de 29%, da Qualicorp, administradora de benefícios. Com isso, a administradora poderia privilegiar a venda dos planos da SulAmérica e ainda oferecer condições especiais.
E para completar, o grupo teria a valores praticados por outros hospitais, o que poderia lhe dar uma vantagem competitiva.
A Diretoria de Normas e Habilitação das Operadoras (Diope) da Agência Nacional de Saúde (ANS), já se posicionou contrária à fusão. A Rede D’Or entrou com recurso para análise da diretoria colegiada do órgão, sem data marcada ainda para ser analisada.
O CADE deve estar mais preocupado com o fato da Qualicorp e a SulAmérica, passarem a fazer parte do mesmo grupo econômico, pois tal prática é vedada por lei, e cria um conflito de interesse já que a administradora de benefício deve agir como representante do interesse do consumidor frente ao plano de saúde.
A administradora já vem fazendo ofertas de planos da SulAmérica com descontos entre 40% e 49% aos clientes que tiveram reajuste em planos de outras operadoras, como se já estivesse antecipando a fusão.
Diante da pressão, a estratégia da Rede D’Or, em caso de imposição de restrições pelo CADE seria privilegiar o negócio com a SulAmérica em detrimento da Qualicorp, reduzindo sua participação.