Uma sessão extraordinária da Câmara de Patrimônio para a Notificação e Abertura do processo de Registro Estadual de Patrimonialização das Matrizes Tradicionais do Forró reunirá, amanhã, 14h, no Cine Teatro de Cachoeira, forrozeiros e representantes de órgãos e entidades que defendem a cultura popular nordestina. O objetivo é reconhecimento das matrizes tradicionais do forró como patrimônio imaterial.
No âmbito federal, o reconhecimento vigora desde 9 de dezembro do ano passado, com chancela do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O evento ocorre no mesmo período da comemoração dos 50 anos do Forró do Porto de Cachoeira, tradicional na orla do rio Paraguaçu.
A proposta para iniciar o processo de reconhecimento junto ao Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac) foi aprovada pelo Fórum Forró de Raiz do estado e está sendo requerida pela Câmara de Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Natural (Cphaan) do Conselho Estadual de Cultura da Bahia (CEC-BA), que é vinculado à Secretaria de Cultura (SecultBA).
De acordo com o presidente do CEC-BA, Sílvio Portugal, a patrimonialização das matrizes tradicionais do forró visa garantir também apoio oficial, inclusive com aplicação de recursos, de órgãos como o Ipac e a SecultBA para o fortalecimento desta manifestação artística.
foto_Andrea Rego Barros