A desigualdade salarial entre homens e mulheres na Bahia sofreu uma redução. É o que mostra uma pesquisa o IBGE. Segundo os dados entre 2020 e 2021, a redução salarial foi bem maior entre os homens (-24,8%) do que entre as mulheres (-12,5%), o que levou a histórica desigualdade de rendimento por sexo ao menor nível desde o início da série da PNADC, em 2012.
No ano passado, as mulheres trabalhadoras no estado ganhavam, em média, 8,7% menos do que os homens, ou R$ 1.493, frente a R$ 1.635. Dito de outra forma, para cada R$ 10 que um homem recebia, uma mulher recebia R$ 9,1. Essa relação já foi de pouco mais de R$ 7,3 para R$ 10 em 2017, quando a desigualdade atingiu seu ponto máximo no período recente, e estava em R$ 7,8 para R$ 10 em 2020.
Por nível de instrução, a maior perda salarial ocorreu entre os trabalhadores com ensino superior completo (-27,1%), enquanto houve ganhos salariais reais entre quem tinha apenas o ensino fundamental (+16,0%) ou o ensino médio completo (+6,9%). Assim, em 2021, ter concluído um curso superior representava ganhar 2,7 vezes o que ganhava alguém só com ensino médio (R$ 3.859 frente a R$ 1.512). Um ano antes a relação era de 3,6 vezes.
O quadro foi semelhante na análise das desigualdades por cor ou raça. Entre 2020 e 2021, os trabalhadores auto declarados brancos tiveram uma queda média do salário maior (-23,8%) do que a dos pretos (-14,2%) e dos pardos (-19,7%). Assim, no ano passado, enquanto o salário médio dos brancos era R$ 2.366, o dos pretos ficava em R$ 1.352 (-42,9%) e o dos pardos, em R$ 1.441 (-39,1%).
Dito de outra forma, para cada R$ 10 que uma pessoa branca recebia, uma preta recebia R$ 5,7 e uma parda ganhava R$ 6,0. Um ano antes, a relação era de R$ 5 para R$ 10 e R$ 5,8 para R$ 10 respectivamente. Ainda assim, a desigualdade salarial na Bahia ainda era extremamente significativa em 2021: o 1% de trabalhadores com maiores rendimentos (53 mil pessoas, que ganhavam em média R$ 16.796) recebia o equivalente a quase 30 vezes (28,9) o salário médio da metade dos trabalhadores com os menores rendimentos (2,371 milhões de pessoas, que ganhavam em média R$ 581).
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