TAXA DE DESEMPREGO DIFICULTA RETOMADA ECONÔMICA NA BAHIA

TAXA DE DESEMPREGO DIFICULTA RETOMADA ECONÔMICA NA BAHIA

Os dados recém-divulgados pelo IBGE relativos ao emprego mostram um cenário desafiador para a economia baiana. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, a PNAD, no primeiro trimestre deste ano, a taxa de desocupação, de pessoas que estava procurando emprego, foi de 17,6% em relação ao total de pessoas com idade ativa para trabalhar. Além de ter tido um aumento na comparação com o último trimestre de 2021 (17,3%), o percentual é o maior entre todos os estados do Brasil.

Ainda em relação a pesquisa, o consultor econômico da Fecomércio-BA, Guilherme Dietze, salienta que “nos primeiros três meses do ano, o número de pessoas com carteira assinada ficou próximo de 1,5 milhão, abaixo dos 2,24 milhões de beneficiários do programa Auxílio Brasil, sendo o maior número de beneficiados entre os estados. Além disso, a Bahia é uma das Unidades da Federação que possuem mais beneficiários do programa de transferência de renda que pessoas com carteira assinada”.

Então, desemprego elevado e alto grau de dependência de programa de transferência de renda, tornam ainda mais complexa a recuperação da economia baiana pós pandemia. Adicione ao cenário o ponto da renda média do trabalhador no estado ser relativamente baixa, de R$ 1.633, superando somente o valor médio do Piauí (R$ 1.581) e Maranhão (R$ 1.509). Outro ponto desfavorável é a taxa de informalidade no estado, de 54,7% de pessoas que trabalham sem carteira assinada.

E o comércio é um reflexo de uma economia mais frágil, pois sente na ponta o desemprego e baixa renda. Segundo dados da Fecomércio-BA, de janeiro a março, as vendas caíram 1,1% em relação a igual período do ano anterior.

Foto: Agência Brasília