CONSELHEIRO DE LULA DEFENDE DIÁLOGO COM PARTIDOS PRÓ-IMPEACHMENT

CONSELHEIRO DE LULA DEFENDE DIÁLOGO COM PARTIDOS PRÓ-IMPEACHMENT

Ex-governador do Piauí e um dos conselheiros da pré-campanha de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência, o petista Wellington Dias defendeu em entrevista ao GLOBO o diálogo com partidos que apoiaram o impeachment de Dilma Rousseff (PT), como MDB, PSD e Republicanos. Dias, que é pré-candidato ao Senado, fez uma espécie de desagravo ao ex-presidente Michel Temer (MDB), que tem sido procurado por interlocutores de Lula, e disse que ele “foi feito de refém” pelo Centrão, que “se apropriou do governo”.

Economia sempre pesa. É claro que temos um legado nessa área, não só do governo Lula, mas também de governos estaduais e municipais desse conjunto de partidos. Esse legado prosseguiu até as pautas-bomba começarem a inviabilizar o governo da presidenta Dilma. Ela não aceitou ser refém de um grupo no Congresso, que se acostumou a colocar presidentes como reféns e depois se apropriou do governo. Fizeram o presidente Michel Temer de refém. Eu era governador, fui parlamentar junto com ele e pude ver a mudança. Hoje, se algum gestor quer liberar verba para uma obra ou ação, vai falar com o presidente da Câmara ou o relator do orçamento.

O PT tem buscado lideranças de siglas como MDB, PSD e Republicanos, partidos que têm forte presença no Congresso e se envolveram no impeachment. Há limites nessa busca?

O segredo é não olhar para siglas partidárias. A partir da realidade de cada estado, é possível separar o joio do trigo. E há ampla maioria no Congresso que tem compromisso com o Brasil. No caso do MDB, respeitando o nome da senadora Simone Tebet, estamos aqui acenando que queremos esse diálogo até para o primeiro turno, caso resolvam não ter candidatura.

Em entrevista exclusiva para assinantes, Dias, que é pré-candidato ao Senado, defende reforma tributária, explica a posição do PT em relação à reforma trabalhista e conta que Lula discutirá em viagem ao Piauí, prevista para o início de junho, propostas para reformular o Bolsa Família, renomeado de Auxílio Brasil por Bolsonaro.

Foto: divulgação