GRUPO HACKER DIZ TER INVADIDO “BLOCKCHAIN” DO BANCO CENTRAL

GRUPO HACKER DIZ TER INVADIDO “BLOCKCHAIN” DO BANCO CENTRAL

Um serviço de blockchain ligado ao BC do Brasil, fornecido por uma empresa do país, pode ter sido alvo de um vazamento de dados. Segundo uma publicação de um grupo hacker, são 1,8 Terabytes roubados e disponíveis pela internet. Quem fornece serviços de blockchain para o BCB é o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD), empresa que em 2021 estava contratando engenheiros de computação com foco na tecnologia base das criptomoedas.

Em março de 2022, a organização divulgou o lançamento de uma solução blockchain chamada CPQD iD. A novidade de identidade descentralizada seria utilizada pela corretora Mercado Bitcoin, em parceria com CPQD, Bitrust e ClearSale, na edição do LIFT. Essa é uma das nove soluções escolhidas pelo Banco Central para desenvolver Real digital, não estando claro se essa que foi supostamente afetada no ataque cibernético. Procurado, o Banco Central do Brasil disse que nenhum de seus dados foi vazado.

O grupo ransomware LV é destacado com sua atuação similar ao do REvil, outro que tem chamado atenção pelas suas incursões em sistemas de empresas e governos. Com ransomwares, malwares que congelam sistemas e roubam dados, esses grupos têm causado danos a grandes empresas.

E em uma publicação em um de seus blogs anônimos, o grupo LV destacou que invadiu um serviço de blockchain do Banco Central do Brasil, conseguindo roubar 1,8 TB de dados. A empresa DataMinr divulgou essa informação como alerta, que também foi compartilhada pelo jornalista Renan Brites por seu Twitter.