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REFRIGERANTE ZERO PODE PREJUDICAR CAPACIDADE DO FÍGADO

Redação - 12/04/2022 17:20 - Atualizado 12/04/2022

Segundo a conclusão de um estudo feito por pesquisadores do Medical College of Wisconsin, nos Estados Unidos, refrigerantes zero e outros produtos com adoçantes artificiais podem prejudicar a capacidade do fígado de desintoxicar e até mesmo processar certos medicamentos.

O estudo foi apresentado na reunião de Biologia Experimental 2022, realizada pela Sociedade Americana de Bioquímica e Biologia Molecular esta semana na Filadélfia, Pensilvânia.

A equipe conduziu o estudo em ambiente de laboratório, onde testou o impacto de dois adoçantes artificiais – o acessulfame de potássio ou acessulfame-K, e a sucralose – teriam nas células do fígado. Os resultados mostraram que ambos inibiram o trabalho da  glicoproteína P (P-gp), que ajuda a limpar o corpo de toxinas. Ela também ajuda o corpo a processar medicamentos, pois as proteínas afetam a maneira como o fígado metaboliza os medicamentos.

“Observamos que os adoçantes afetaram a atividade da P-gp nas células do fígado em concentrações esperadas pelo consumo de alimentos e bebidas comuns, muito abaixo dos limites máximos recomendados pela FDA (agência que regula medicamentos e alimentos nos EUA)”, disse Stephanie Olivier Van Stichelen, que liderou a equipe de pesquisa.

Apesar dos resultados, os cientistas alertam que os dados ainda são preliminares e, portanto, são necessários mais estudos para saber se esse efeito também acontece dentro do corpo humano. Mesmo assim, ele serve de alerta para quem consome produtos com essas sustâncias em grande quantidade. Em especial para as pessoas que optam por esses produtos acreditando que eles sejam mais saudáveis que outros alimentos que contém açúcar.

Esse não é o primeiro estudo que associa o consumo de adoçantes a problemas de saúde. Eles já foram ligados a mudanças significativas no microbioma intestinal, o que pode causar inflamação crônica, e até mesmo a infertilidade. Há também laços mais instáveis entre o produto artificial e alterações no funcionamento do cérebro.

Foto: divulgação

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