

O dólar comercial encerrou a segunda-feira (4) em queda. A moeda americana recuou 1,27%, sendo negociada a R$ 4,6076, menor nível desde 4 de março de 2020 – quando a moeda fechou cotada a R$ 4,5806. Na mínima intradiária, o dólar chegou a ser cotado a R$ 4,6046 no mercado à vista de câmbio. Já no mercado futuro, no fim do dia, o contrato para maio era cotado a R$ 4,6390 (-1,12%). Nesta segunda, o dólar acumulou queda de 3,19% no mês e de 17,35% no ano.
O recuo do dólar frente ao real em 2022 tem sido favorecido pela disparada nos preços das commodities e juros em patamares mais elevados no Brasil. O Brasil possui atualmente a segunda maior taxa de juros reais no mundo, atrás somente da Rússia.
O movimento do dólar também é um reflexo do maior fluxo de capital estrangeiro para o país devido ao diferencial de juros com o exterior e perspectiva de que o Banco Central irá promover novas elevações na taxa Selic para tentar controlar a inflação. Juros mais altos no Brasil tornam a moeda local mais interessante para investidores que buscam rendimento em ativos mais arriscados.