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FAROESTE: JUIZ CONCEDE REINTEGRAÇÃO DE ÁREA “VENDIDA” POR RÉU

Redação - 28/03/2022 19:15

Um juiz de Primeira Instância do interior da Bahia concedeu reintegração de posse de uma fazenda cujo título foi vendido pelo falso cônsul Adailton Maturino, principal investigado na operação Faroeste, deflagrada pela Polícia Federal em 2019. A matrícula de nº 3.123, do Cartório de Cocos/BA, na qual o juiz baseou a sua decisão, já estava cancelada. Mesmo assim, o magistrado Antônio Mônaco Neto permitiu a Ordem Judicial.

O beneficiado pela sentença é Fabiano Cangane Basso, originalmente de Franca, interior de São Paulo, que teria adquirido títulos ilegítimos do falso cônsul.

Ocorre, que Basso também já teve sua prisão pedida nos autos do inquérito policial em trâmite na Bahia e responde a processos criminais na Justiça Federal de São Paulo, por crimes financeiros diversos (processo de nº 0009902-14.2015.4.03.6181, em trâmite perante a 4ª Vara Federal de de Ribeirão Preto).

Os advogados dos proprietários da fazenda, que é alvo da ordem de reintegração, consideraram a decisão como absurda e escandalosa. Segundo eles, caso a ordem judicial classificada como suspeita seja cumprida, os legítimos proprietários da área serão esbulhados de 8.000 (oito mil) sacas de soja, no valor de R$ 1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais), 5.000 (cinco mil) sacas de feijão, no mesmo valor, e 3.000 (três mil) cabeças de gado.

A Operação Faroeste, iniciada no final do ano de 2019 culminou com a prisão de diversos magistrados baianos, inclusive da ex-presidente do TJBA, Desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago; bem como resultou no afastamento do presidente do TJBA, Desembargador Gesivaldo Nascimento Britto.

 

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