BC DO REINO UNIDO EXIGE REGULAMENTAÇÃO PARA CRIPTOMOEDAS

BC DO REINO UNIDO EXIGE REGULAMENTAÇÃO PARA CRIPTOMOEDAS

O conflito entre a Rússia e a Ucrânia tem afetado o criptomercado de diferentes maneiras, com várias autoridades querendo aumentar a regulamentação do setor em alguns lugares, como é o caso do Banco Central do Reino Unido. Autoridades do Banco Central do Reino Unido pediram que as regulamentações em relação ao criptomercado sejam mais restritas, citando o potencial do uso dessa tecnologia para a lavagem de dinheiro e evasão de sanções.

Após reuniões durante o mês de março, o Banco da Inglaterra (BoE) ressaltou que a atividade do criptomercado aumentou desde a invasão da Ucrânia pela Rússia. O Banco Central reconheceu que talvez as criptomoedas não são usados para driblar as sanções sofridas por certos países atualmente, no entanto, a possibilidade disso acontecer exige uma regulamentação.

A comitê de políticas do BoE, chamado de Comitê de Políticas Financeiras (FPC) vai passar a fazer recomendações para a Tesouraria do banco para os passos necessários para corrigir os supostos “buracos” na legislação do criptomercado no Reino Unido. Apesar de pedir por uma regulamentação mais pesada, o Banco Central emitiu uma nota afirmando que não acha que o risco do uso das criptomoedas para evasão de sanções é alto.

“Enquanto os criptoativos dificilmente oferecem uma forma prática de contornar sanções na atual escala, a possibilidade desse comportamento ocorrer ressalta a importância de garantir que a inovação nos criptoativos sejam acompanhados por políticas públicas efeitivas para mitigar riscos.”, disse o  Banco Central.

O comitê pediu por uma melhoria no caminho regulatório que o Banco Central está seguindo, tanto ao nível internacional quanto doméstico. A aproximação do Banco Central nesse assunto regulatório, parece ser muito mais comedido do que a posição adotada pela Autoridade de Conduta Financeira do Reino Unido (FCA), que demonstrou ser muito mais negativo em relação as criptomoedas e as empresas atuando no setor no país.

Foto: divulgação