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SÉRIE FALA SOBRE A COMIDA NO UNIVERSO DO CANDOMBLÉ

Redação - 15/03/2022 13:49 - Atualizado 15/03/2022

A comida no universo dos terreiros de candomblé é o tema da série documental Comida de Terreiro, Alimento por Inteiro – que conta com quatro episódios, que serão lançados até quinta-feira (10), no YouTube, no canal Oyá Ladê Inan , sempre às 20h. Os dois primeiros já podem ser conferidos.

Os vídeos discutem história, arte, cultura e oralidade, fazendo ainda um paralelo com as restrições impostas pela covid-19. Entre os pontos abordados estão a comida dos orixás Exú, Oyá, Oxóssi e ?`?ùn; a sabedoria das iyálorixás na condução e preservação da segurança alimentar das comunidades tradicionais e a relação do terreiro com o nutrir coletivo.

O roteiro e a direção são assinadas por Marconi Bispo. Os diferentes assuntos são apresentados a partir de uma conversa entre a ialorixá Mãe Rosa, do terreiro  Ilê Axê Oyá Ladê Inan, em Alagoinhas, e do babalorixá Marconi Bispo, pernambucano que busca construir essa ponte do axé da Bahia e Pernambuco.

“Ao disseminar os vídeos pelas redes sociais, o intuito é reverberar o papel social das comunidades tradicionais de terreiro e expandir para a sociedade os saberes tradicionais destes territórios, no tocante a nutrição e preparo de comidas” destaca a produção, premiada pela Lei Aldir Blanc.

Roselina Barbosa, mais conhecida como Mãe Rosa de Oyá, é yalorixá e gestora do Ilê Axé Oyá L’adê Inan, e uma das lideranças de comunidades de matrizes africanas em Alagoinhas. Matriarca da família, ela é incentivadora das artes na cidade e se destaca por recepcionar espetáculos, exposições, festivais e mostras artísticas no terreiro, que também é um Ponto de Cultura.

Conhecida por seu carisma e jeito acolhedor, Mãe Rosa fez do terreiro um espaço aglutinador de artistas, lugar de formação, criação e fruição artística, onde são realizadas oficinas, residências e apresentações de teatro abertas à comunidade.

O babalorixá Marconi Bispo foi criado numa família de candomblecistas e juremeiros e iniciado na religião em 2004, numa casa de Nação ?gbá, conhecida também como Xangô Pernambucano.

 

Foto: reprodução/correio

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