Em entrevista ao portal Bahia Econômica, o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia – Fieb, Ricardo Alban, explicou porque o setor industrial baiano registrou um desempenho abaixo da média nacional e fez previsões para 2022.
Na entrevista, o presidente da Fieb se mostrou preocupado com a reedição pelo presidente Bolsonaro da MP que revogou o Regime Especial da Indústria Química (REIQ). “Fomos surpreendidos, pois o assunto já havia sido resolvido no âmbito do Congresso Nacional com o fim gradual do benefício que se encerraria em janeiro de 2025”.
Segundo Alban, a FIEB e o governo do Estado estão mobilizando a bancada baiana para que, em uma ação suprapartidária, lute contra a aprovação da Medida Provisória e também se articula com a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) que questiona a constitucionalidade de uma MP sobre assunto já deliberado pelo Congresso.
Segundo ele, esse é o exemplo da falta de uma política industrial no governo e, por isso, defende a recriação do Ministério da Indústria e Comércio, que foi extinto no governo Bolsonaro, e deveria ser o interlocutor do setor para assuntos como esse, além de estabelecer uma política industrial que faz imensa falta ao país. “Assim como a Agricultura e o Turismo, a Indústria e o Comércio, que são fundamentais na geração do PIB brasileiro, precisam ter uma órgão ministerial para discutir os problemas do setor e elaborar uma política industrial para o país”, disse o presidente da FIEB.
Alban também falou sobre o Senai/Cimatec destacando a importância do centro de pesquisa, lembrando o desenvolvimento de uma vacina contra a Covid-19, uma parceria com a empresa americana HDT Bio Corp, com financiamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações.
cuja a aplicação da primeira dose ocorre exatamente nesta quinta-feira (13) em Salvador, com a presença de vários ministros. Veja a entrevista aqui.
Veja também artigo do jornalista e economista Armando Avena sobre o assunto.