Por Thiago Conceição
A recente decisão do governador Rui Costa de reduzir para até 3 mil o número máximo de pessoas em eventos em todo o território baiano, além da comprovação de vacinação contra a Covid-19 em estabelecimento, foi alvo de críticas da Federação Baiana de Hospedagem e Alimentação (Fehba).
Em resposta ao Bahia Econômica, o presidente da entidade, Silvio Pessoa, contestou os critério usados pela Comissão Intergestores Bipartite (CIB) para a redução de 5 mil para 3 mil pessoas nos eventos na Bahia.
“Qual foram os critérios usados pelo CIB? Comissão que mudou o passaporte sanitário para entrar em estabelecimentos, mesmo sabendo que em restaurantes tira-se a máscara para a alimentação. Por qual razão a categoria não foi chamada para a discussão? O decreto estadual está valendo, mas o decreto municipal que regulamenta a situação não está pronto, ao menos na prática”, disse Pessoa.
O presidente ainda destaca que Salvador tem 99,5% da população vacinada com a primeira dose e 90% com o ciclo vacinal completo, segundo declarações da prefeitura. Ele ainda questionou a forma como o poder público tem tratado a situação da pandemia e surto de gripe no estado.
“Sabemos que a variante ômicron é extremamente transmissível, mas com a letalidade baixa. Não está na hora de tratá-la com uma gripe mais forte? Estamos com uma epidemia dentro da pandemia, e os casos de arboviroses, gripe, H3N2 se multiplicam. Por último, quando vão reabrir os leitos que foram desativados? Empresários e colaboradores não podem mais ser os penalizados, a economia não suporta um novo fechamento”, conclui.
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