ELEICÕES 2022: E FINALMENTE WAGNER COMEÇA A SE MOVER

ELEICÕES 2022: E FINALMENTE WAGNER COMEÇA A SE MOVER

O senador Jaques Wagner finalmente se movimentou e poderá lançar sua pré-candidatura ao Governo da Bahia até o final do mês de janeiro. Wagner parece não ter pressa e demonstra uma confiança que não bate com o cenário das pesquisas eleitorais, onde o ex-prefeito ACM Neto está bem posicionado na capital e cresce de forma consistente no interior.

A confiança tem seus fundamentos e se baseia na força de Lula na Bahia e no fato da coligação PT, PSD e PP deter um grande número de prefeitos, o que, teoricamente, facilitaria as coisas para a chapa do governo. Mas esse raciocínio não leva em conta uma questão importante. A primeira é aquilo que em política se chama de “fadiga de material”, ou seja, quando um grupo político está há muito tempo no poder – e o PT vai completar 16 anos controlando o governo da Bahia –existe uma tendência no eleitorado de experimentar o novo.

Essa tendência realmente existe, mas pode ser contrastada pela força da campanha para Presidência da República e pelo inegável prestígio de Lula na Bahia, mas, ainda assim, há indícios de “fadiga de material” e não é por outro motivo que surge aqui e acolá indicações, (ainda frágeis é verdade) de que muitos eleitores podem colocar seu voto em Lula para presidente e ACM Neto para governador (veja aqui).

Entre os analistas políticos existe a convicção de que para reduzir o impacto da “fadiga de material” haveria a necessidade de um nome novo compondo a chapa situacionista o que poderia ser feito através da indicação de um vice pelo PP, algo que até o momento parece descartado pelo principal líder do partido, o vice-governador João Leão. A hipótese do governador Rui Costa, o nome eleitoralmente mais bem colocado no governo, participar da chapa também parece descartada, ou pelo menos esfriou, aumentando a possibilidade de que ele complete o mandato.

Ora, frente a existência dessa “fadiga de material” e ao fato de ACM Neto já estar em campanha aberta, o mínimo que Wagner pode fazer é colocar  o pé na estrada, consolidando a posição que detém hoje. Até porque nesses tempos de redes sociais, controlar as prefeituras já não dá garantia total de êxito eleitoral. De todo modo, muita água ainda vai rolar no ambiente eleitoral, mas, ao que parece, Wagner começa a se mover.