SUPERMERCADOS FECHAM 2021 COM ALTA DE 7,5% NOS PREÇOS

SUPERMERCADOS FECHAM 2021 COM ALTA DE 7,5% NOS PREÇOS

Os aumentos de preços nos supermercados ao longo de 2021 refletiram em uma cesta básica 7,5% mais cara no quarto trimestre, em relação ao mesmo período de 2020. De acordo com dados obtidos com exclusividade pelo Jornal Giro News, apurados pela empresa de pricing Profit+, o café foi o principal responsável por puxar a alta da inflação no setor, com uma disparada de 66,8% entre outubro e dezembro. O preço do café moído 500g passou de R$ 8,43 em 2020 para R$ 14,06 no ano passado. O tomate aparece na sequência, com um salto de R$ 4,74 para R$ 7,76 por kg e variação de 63,7%. Antes comercializado por R$ 2,78, o açúcar cristal e refinado 1kg atingiu preço de R$ 4,20 no quarto trimestre – aumento de 51,1%.

Aumentos em 10 Produtos

Dos 14 itens analisados, outros sete tiveram alta em preços, além de café, tomate e açúcar. São eles: farinha de trigo (26,6%), pão francês (12,9%), manteiga (11,6%), carne bovina traseira (10,4%), banana (4,1%), carne bovina dianteira (1,7%) e feijão (0,8%). Em contrapartida, quatro produtos sofreram reduções em seus valores: óleo de soja (-3,8%), batata (-9,6%), leite longa vida (-12,9%) e arroz (-19%). Para suprir o valor da cesta básica, cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) indicam que o salário mínimo deveria ser de R$ 5.800, 5,7 vezes mais que o valor de 2021, de R$ 1.100.

Preços Sobem em 17 Capitais

Ainda de acordo com dados da entidade, no ano passado, o preço da cesta básica teve alta nas 17 capitais brasileiras pesquisadas. Em dezembro, na comparação com o mesmo período de 2020, os maiores aumentos foram em Curitiba (PR), com 16,3%; Natal (RN), 15,42%; Recife (PE), 13,42%; Florianópolis (SC), 12,02%; e Campo Grande (MS), 11,26%. A cesta mais cara foi registrada em São Paulo (SP), chegando a R$ 690,51, seguida pelas de Florianópolis (SC), com R$ 689,56, e Porto Alegre (RS), de R$ 682,90. Segundo a Profit+, os supermercados registraram inflação de 19,5% nos últimos dois anos e de 7,9% em um ano até agosto de 2021.

Foto: divulgação