BAIANOS DEVEM ECONOMIZAR MAIS NAS FESTAS DE FINAL DE ANO; VEJA DICAS

BAIANOS DEVEM ECONOMIZAR MAIS NAS FESTAS DE FINAL DE ANO; VEJA DICAS

Por Thiago Conceição

As festas de final de ano são marcadas pelos momentos de confraternização na mesa e troca de presentes, lembrancinhas. No entanto, o momento econômico do país pede cautela na hora de sair às compras.

A cesta de Natal dos brasileiros teve um aumento de 6% no preço, que era cerca de R$ 309 em 2020 e, neste ano, passou para uma média de R$ 328, segundo dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Itens tradicionais tiveram alta de pelo menos 25%, a exemplo do panetone com frutas cristalizadas. Bacalhau, peru, chester e champanhe também acompanham as altas.

Em entrevista para o Bahia Econômica, o economista Silvio Paixão, da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), explica que é possível economizar no período de festas de final de ano com medidas simples.

“Existem duas sugestões que parecem básicas, mas funcionam. A primeira é estabelecer qual é o cardápio que a família deseja fazer, considerando para quantas pessoas será feito. Isso gera uma maior propriedade sobre aquilo que se pretende comprar. A outra é fazer compras em atacado, buscando obter um menor valor em determinados itens da cesta”, explica Paixão.

Como terceiro ponto na missão de economizar nas festas de final de ano, em especial no natal, o economista aconselha fazer compras em grupos, quando possível. “É possível pensar divisões de dois, três grupos da família ou vizinhos próximos. Esses grupos podem fazer as compras em diferentes locais, avisando onde determinado item está mais barato”, diz.

A pesquisa de mercado ainda é aconselhada para quem deseja comprar um presente ou lembrancinha no Natal. E caso não seja possível realizar a compra de presentes, por questões financeiras, Paixão reforça que o valor da data também está em fatores que estão além do consumo. “Você pode fazer algo que seja representativo para a pessoa e não gere tanto custo. Ou seja, não precisa necessariamente sair por aí gastando. O que vale é o espírito natalino”, conclui.

Foto: Rovena Rosa