SETOR CULTURAL PERDEU 700 MIL POSTOS DE TRABALHO EM 2020

SETOR CULTURAL PERDEU 700 MIL POSTOS DE TRABALHO EM 2020

O setor cultural no Brasil, um dos mais afetados com o surgimento da pandemia da Covid-19, teve perda de 11,2% dos postos de trabalho em 2020 em comparação ao ano anterior. Segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira, 8, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 4,8 milhões de pessoas trabalhavam em atividades culturais em 2020 contra 5,5 milhões de pessoas em 2019.

Entre 2019 e 2020, as atividades relacionadas à cultura que mais perderam pessoal foram moda, o setor moveleiro, impressão e reprodução, as atividades relacionadas a eventos, recreação e lazer. Já as ocupações que mais fecharam postos de trabalho foram organizadores de conferências e eventos; alfaiates, modistas, chapeleiros e peleteiros; marceneiros e afins; profissionais da publicidade e da comercialização.

“Com raras exceções, a pandemia desacelerou a economia, como foi o caso das atividades consideradas não essenciais. No setor cultural, isso ficou ainda mais evidente no segmento de eventos e recreação, com o fechamento total de casas de espetáculo, cinemas, teatros e outros equipamentos culturais, com a menor mobilidade das pessoas para controle do vírus”, explica o analista da pesquisa, Leonardo Athias.

A informalidade no setor, no entanto, registrou alta de 41,2% entre os trabalhadores da cultura. Os empregados do setor privado com carteira assinada registraram 37,7% e os sem carteira 11,3%. Os estados com os maiores percentuais de informalidade no setor cultural, em 2020, foram Amapá (71,3%), Pará (67,7%) e Maranhão (64,9%). Já os menores foram Santa Catarina (24,9%), Rio Grande do Sul (28,4%) e São Paulo (34,9%).

“A pandemia destruiu mais postos de trabalho informais do que formais. Apesar de um perfil com maior nível de instrução, houve mais trabalhadores em ocupações informais no setor cultural do que em todos os setores juntos. Em 2020, esse percentual foi de 41,2% dos ocupados no setor cultural e 38,8% dos ocupados em todos os setores”, pontua Athias.

Foto: divulgação