A Braskem, uma das maiores empresas do Brasil com sede na Bahia, vai vender suas ações no primeiro trimestre de 2022. A intenção é fazer uma oferta das ações preferenciais (PN) e a Petrobras, que tem 36,1% do capital total da empresa, vai também vender as ações que detém.
A decisão foi dos bancos credores (Bradesco, Itaú Unibanco, Santander, Banco do Brasil e BNDES) que estão conduzindo de fato o processo de venda da Braskem, que é empresa controlada pela Novonor (ex-Odebrecht). No recuperação judicial da então Odebrecht, as ações da petroquímica foram dadas em garantia para o fechamento do acordo.
O processo vai se dar de forma semelhante à venda da BR Distribuidora, que hoje é Vibra Energia. E será feto através de um follow on (oferta secundária de ações) do capital preferencial no início do ano que vem.
O follow on tem regras definidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a venda é coordenada por um grupo de bancos contratados. A grande vantagem é a rapidez e transparência do processo. A Braskem é uma boa companhia, o melhor ativo do grupo Odebrecht,
A parcela significativa em free float (livre circulação) é um detalhe importante no processo, à medida que aumenta a liquidez do papel. O momento atual do mercado, com excesso de liquidez internacional, é especialmente favorável à oferta de ações de uma empresa atraente como a Braskem. A decisão final será dos bancos credores. Com informações do Broadcast do Estadão.