BAHIA TEM O TERCEIRO MELHOR ÍNDICE DE PERDA DE QUALIDADE DE VIDA DO NORDESTE, DIZ IBGE

BAHIA TEM O TERCEIRO MELHOR ÍNDICE DE PERDA DE QUALIDADE DE VIDA DO NORDESTE, DIZ IBGE

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, entre os estados do Nordeste, a Bahia tem o terceiro melhor IPQV, pior do que os verificados em Sergipe (0,187) e Ceará (0,189). O quadro a seguir mostra o IPQV do Brasil e dos estados, listados do menor, portanto melhor, para o maior, portanto pior, índice. O Índice de Desempenho Econômico (IDS), por sua vez, busca medir o progresso socioeconômico dos estados e do país como um todo, descontadas as privações, ou perdas de qualidade de vida, sofridas pela população.

Para sua construção, utilizou-se a renda disponível familiar per capita, calculada pela POF 2017-2018, como medida de progresso socioeconômico, enquanto o Índice de Perda de Qualidade de Vida (IPQV) foi usado como indicador da privação. Ao fazer uma espécie de “balanço” entre a renda disponível per capita e a perda de qualidade de vida, o Índice de Desempenho Socioeconômico (IDS) mostra em que medida a população consegue converter recursos financeiros em qualidade de vida.

O IDS da Bahia (5,686) foi o 13º mais baixo entre as 27 unidades da Federação e menor do que a média do país (6,201). A soma ponderada do IDS de cada unidade da Federação define o resultado do Brasil. Os melhores desempenhos socioeconômicos, segundo o índice, estão no Distrito Federal (6,970), em São Paulo (6,869) e Santa Catarina (6,826). Já os piores estão no Maranhão (4,897), no Pará (5,099) e em Alagoas (5,264). Entre os estados do Nordeste, a Bahia tem o segundo melhor, abaixo apenas de Sergipe (5,879).

Das seis grandes dimensões avaliadas pelo IPQV e que podem levar a perdas na qualidade de vida, as que mais impactam negativamente o Índice de Desempenho Socioeconômico da Bahia são acesso a serviços financeiros e padrão de vida; e educação. Elas concentram, respectivamente, 20,2% e 18,6% das perdas de qualidade de vida no estado – juntas somam quase 40%. No Brasil como um todo, essas também são as duas dimensões com maiores privações, com 19,5% e 19,1% das perdas de qualidade de vida, respectivamente. Mas na Bahia o peso do acesso a serviços financeiros e padrão de vida entre as privações é maior que a média.

Nessa dimensão são levadas em conta variáveis como não ter conta corrente nem poupança em banco (variável de maior peso); não haver alguns bens no domicílio (como fogão ou geladeira, máquina de lavar roupa etc.); e a família ter contas de água, luz ou gás ou prestações atrasadas – entre outras. Por outro lado, na Bahia, as dimensões que menos contribuem para a perda de qualidade de vida, logo impactam menos o Índice de Desempenho Socioeconômico, são moradia (14,1%) e saúde e alimentação (14,7%). No país como um todo, o acesso a serviços públicos é a dimensão que concentra menos perdas (13,9%), seguida de bem perto por saúde e alimentação (14,0%).

Nacionalmente, as perdas de qualidade de vida por conta de questões relacionadas a moradia (16,2%) são bem mais representativas do que na Bahia (14,1%). Dentre os estados, a população baiana tem o segundo menor impacto da dimensão moradia na qualidade de vida e no desempenho socioeconômico, acima apenas do verificado apenas em Rondônia (13,8%). Entre as variáveis consideradas na dimensão moradia estão densidade domiciliar excessiva; o domicílio ter mosquitos, insetos, ratos; estar localizado em encosta, área sujeita a deslizamento ou inundação, entre outras. O quadro a seguir mostra, para o Brasil e as unidades da Federação, as contribuições de cada dimensão paras as perdas de qualidade de vida no Índice de Desempenho Socioeconômico.

Foto: divulgação