MAIS RENTABILIDADE: FUNDOS DE PAPEL PODEM SER A OPÇÃO

MAIS RENTABILIDADE: FUNDOS DE PAPEL PODEM SER A OPÇÃO

Os fundos imobiliários de papel foram os únicos do segmento que tiveram desempenho positivo no acumulado do ano, segundo levantamento da Teva Indices. De janeiro até o dia 15 de novembro, essa classe apresentou um desempenho de 4,5%, enquanto os outros fundos de tijolos fecharam com queda superior a 8% durante o mesmo período.

Segundo analistas, esse tipo de FII que investe em títulos de crédito consegue repassar o valor da inflação mais fácil do que os outros da mesma classe o que os tornam mais atrativos neste momento de alta inflacionária. “A maior parte dos contratos é indexado a uma taxa de juros e a um índice de correção monetária. E essa correção acontece de um a dois meses” explica Gabriel Teixeira, analista de fundos imobiliários da Ativa Investimentos. A correção monetária, citada por Teixeira, pode acontecer tanto pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) quanto pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M). Os dois indicadores seguem altos no acumulado dos últimos 12 meses.

De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA correspondeu a 10,67%. Já o IGP-M chegou a 27,7% durante o mesmo período, segundo dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Por esse motivo, muitos investidores decidiram migrar seus recursos para os fundos de papel, visando maior rentabilidade. E como esse repasse, segundo Teixeira, ocorre em um período de um a dois meses, o investidor consegue ter uma previsão do seu retorno. “Tem essa defasagem de dois meses mais ou menos. Como a gente está tendo ainda meses de inflação alta, no curto prazo essa distribuição ainda vai ser bastante atrativa”, ressalta.

Foto: divulgação