O aumento constante dos combustíveis tem impacto direto nos preços dos produtos e serviços, notadamente sobre itens de primeira necessidade, como de alimentos e medicamentos e refletem na inflação. Neste contexto, o reajuste da Petrobras de 7% na gasolina e 9,1% no litro de diesel, em vigor desde a terça-feira, 26, tem influência negativa na economia de maneira geral e força ainda mais a majoração dos preços.
Ao pagar R$ 0,30 a mais no litro do diesel, os caminhoneiros, que já estavam descontentes com a situação econômica, têm uma razão a mais para executar o movimento grevista, anunciado para o dia 1º de novembro. A paralisação foi reafirmada na última segunda-feira pela Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), uma das principais entidades representativas da categoria, declarando que a decisão já foi deliberada.
“Não é brincadeira o que estamos enfrentando. Posso assegurar que não é possível continuar deste jeito”, afirmou o caminhoneiro Jonas Bitencourt, 58 anos, que há 25 anos transporta insumos. Ele asseverou que “é preciso uma política econômica que resguarde os empregos e os empreendimentos que movimentam este País”, em referência aos caminhoneiros e empresas de transporte “que levam de tudo de um lado para outro, inclusive os combustíveis que todos precisam para rodar com seus veículos”.
O Sindicato do Comércio de Combustíveis, Energias Alternativas e Lojas de Conveniências do Estado da Bahia (Sindicombustíveis-BA), que representa os revendedores de todo estado, acompanha com preocupação o movimento de greve.“Já vivenciamos este estresse”, afirmou o diretor executivo do Sindicombustíveis, Marcelo Travassos, enfatizando que o momento é de muita preocupação. “Uma sensação ruim para toda sociedade, de que o movimento venha a acontecer”, pontuou, enfatizando que a entidade espera que o governo resolva com diálogo.
Em Salvador, um protesto foi anunciado para mobilizar nesta quarta, 27, a partir das 6h motoristas de aplicativos, condutores de moto, caminhão e demais modalidades, contra o aumento dos combustíveis. A concentração será em frente ao posto Moema, na estrada da Base Naval de Aratu, com previsão de barrar o tráfego na BA-528.
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