

Por: João Paulo Almeida
Em entrevista ao portal Bahia Econômica, o presidente do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens do Estado da Bahia (Sindicam.bahia) Jorge Carlos da Silva afirmou que não recebeu oficio algum de organização nacional para tratar de greve, porém o caminhoneiro que tiver interesse de parar tem apoio do sindicato. “Nós aqui da Bahia não recebemos documento algum, mas o caminhoneiro que quiser ele está liberado”.
Pelo segundo dia consecutivo, caminhoneiros que são a favor do governo do presidente Jair Bolsonaro e contra os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) promovem manifestações e bloqueiam rodovias em todo o país na manhã desta quinta-feira (9). Até 7h53, foram confirmados bloqueios em rodovias de pelo menos 10 estados: SP, RJ, BA, GO, MA, MG, PA, RS, SC e TO. Na maioria dos locais, apenas carros pequenos, veículos de emergência e cargas de alimentos perecíveis estão tendo o trânsito liberado pelos manifestantes.
As interdições continuam mesmo após o presidente Jair Bolsonaro gravar um áudio pedindo aos caminhoneiros que liberem as estradas do país. Na gravação, Bolsonaro diz que a ação “atrapalha a economia” e “prejudica todo mundo, em especial, os mais pobres”. Na quarta-feira (8), um dia após os atos antidemocráticos de 7 de Setembro, houve bloqueios em estradas de pelo menos 15 estados: Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Espírito Santo, Mato Grosso, Goiás, Bahia, Minas Gerais, Tocantins, Rio de Janeiro, Rondônia, Maranhão, Roraima, São Paulo e Pará.
Foto: divulgação