O prefeito de Cerro Grande do Sul, Gilmar João Alba (PSL), afirmou que o dinheiro apreendido enquanto ele tentava embarcar no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, era dele e seria usado em “oportunidade de negócios”. Ele deu entrevista à Rádio Gaúcha na manhã desta sexta-feira (3).
De acordo com informações do G1, a apreensão aconteceu no dia 26 de agosto. Segundo a Polícia Federal, o dinheiro estava armazenado em caixas de papelão dentro da bagagem de mão do passageiro. “Eles [a PF] dizem o que querem. Eu boto o dinheiro onde quiser, na caixa de papelão, no sapato, é meu”, disse o prefeito.
Na quarta-feira (1º), o senador Humberto Costa (PT-PE) disse à CPI da Covid ter indícios de que o valor seria utilizado para financiar atos antidemocráticos. O presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), então afirmou que a denúncia seria levada ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator do inquérito da milícia digital.
À rádio, o prefeito sustentou que o dinheiro faz parte de seu patrimônio e é declarado à Receita Federal. Questionado sobre o motivo pelo qual transportava R$ 505 mil em espécie, ele não deu detalhes sobre que tipo de negócios faria.
“Esse dinheiro eu ando pra oportunidade de negócios. E como é declarado e diz na receita que declarado anda em qualquer parte do Brasil. Então eu ando com meu dinheiro pra onde eu quiser”, afirmou o prefeito, eleito em 2020 para governar a cidade do Norte do RS.
Foto: Prefeitura de Cerro Grande do Sul/Divulgação